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14.2.14
Resenha: Adeus, Janette - Harold Robbins
O sexo e as drogas são realmente elementos marcantes no livro, mas na época em que a história se passa eram mesmo temas marcantes, e, de fato, comuns de se ver. Não é como se Robbins estivesse fazendo "propaganda" do uso de drogas ou até mesmo influenciando alguém a fazer tal uso, você tem opinião própria, nós temos, e não é um livro que vai nos "obrigar" a fazer algo ou colocar um cigarro de maconha na nossa boca.
Como qualquer outro livro, temos que saber fitra-lo se quisermos saber qual é realmente a parte em que se deve prestar atenção.
30.1.14
Resenha: E as Estrelas, Quantas São? - Giulia Carcasi

Alice Saricca é uma
jovem estudante que mora em Roma com seus pais e sua irmã mais nova.
A garota está agora em seu último ano escolar e o livro é repleto
de suas duvidas quanto ao futuro. Já no inicio do livro ela começa
a sair com Giorgio, o típico garoto popular, e acaba se apaixonando.
Ao longo da narração vamos descobrindo os segredos do amor junto de
Alice, testemunhando suas quedas e seus voos que acabam nos ensinando
muitas coisas.
Carlo Rossi é um garoto
introvertido que descobre uma “mágica” para ser notado por
todos, e é assim que ele começa a sair com Ludovica, uma garota de
sua sala que parece saber tudo para levá-lo à loucura. Junto dele,
vamos descobrindo os valores de nos aceitarmos exatamente como somos.
Os dois protagonistas são
também amigos e colegas de sala, e juntos vão descobrir coisas
sobre o amor, erros, acertos, sobre a vida e principalmente vão
viver as desventuras de seu último ano escolar.
Além dos personagens já
citados, temos também Carolina - a melhor amiga de Alice que vive
seu próprio dilema amoroso, André – um garoto que acaba se
tornando um bom amigo para Saricca, Silvia di Giosio – a aluna
número um da turma, Milla – a irmãzinha da protagonista que mesmo
nem sabendo falar tem um papel importante na trama, Paolo – amigo
de Carlo, e outros personagens que vão aparecendo durante a
história.
A primeira coisa a se
falar sobre o livro é que a estética dele é bem chamativa. Cada
metade do livro é contada por um dos dois protagonistas, e quando
você está lendo a parte de um, a parte do outro fica de cabeça pra
baixo. O livro é simplesmente divino, a cada página você se
apaixona pelos personagens.
Gostei ainda mais do
livro porque me identifiquei muito com Alice e sua forma de ver o
mundo. Em seus momentos de alegria fiquei feliz por ela e nos de
tristeza me angustiei junto. Sobre o Carlo: é um príncipe
disfarçado, impossível não gostar dele. A narrativa é bem fácil
de ser lida e quando você percebe já está no fim. Durante a
história o título é explicado de uma linda maneira e fez com que
eu me questionasse sobre a imensidão das coisas. Foi difícil
escrever uma resenha sobre ele, porque ele é aquele tipo de livro
que não cabe em uma descrição. Gostei tanto que ele se tornou um
dos meus três livros preferidos. Realmente espero que vocês leiam e
gostem tanto quanto eu!
“O mundo é estranho,
se amplia, se restringe e depois volta a se ampliar, e nunca
conseguimos ter certeza de que ficaremos confortáveis dentro dele.”
10.1.14
Resenha: A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak

“Entre 1939 e 1943,
Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes.”
Liesel Meminger,
uma garotinha cheia de vida que morava na Alemanha, aos poucos foi
percebendo a crueldade da vida, ou da morte... A história começa
quando a pequena garotinha sofre sua primeira perda. Seu irmão mais
novo falece em uma viagem, deixando-a sozinha com sua mãe, que acaba
por “abandoná-la” também. É nesse ponto que a garota começa
sua jornada como “ladra de livros”, seu primeiro livro – O
Manual do Coveiro – é roubado durante o enterro de seu irmãozinho,
e a protagonista o guarda, mesmo não sabendo ler.
Agora, Liesel vive com
seus pais adotivos, Hans e Rosa Hubberman. Hans é um homem doce e
paternal que conquista o coração da filha logo de cara, ele
trabalha como pintor e acordeonista nas horas vagas. Rosa é uma
mulherzinha atarracada que adora xingar as pessoas em alemão, mas no
fundo tem um coração enorme de mãe. A protagonista conhece Rudy
Steiner em sua nova cidade, um garotinho de sua idade que derrama
toda a sua inocência sobre o leitor.
Liesel Meminger recomeça
sua vida em sua nova cidade – Molching – e logo ela começa a
frequentar a escola e, consequentemente aprende a ler. A partir daí
ela descobre um mundo novo formado pelas mais belas palavras, que tem
o poder de tirá-la de sua triste realidade em meio à guerra e
levá-la a lugares cheios de felicidade.
É em meio a essa guerra
que um judeu fugido vai parar em sua casa, Max chega na vida dos
Hubberman trazendo grande turbulência, e trazendo especialmente para
Liesel sua amizade e companhia. Os dois acabam construindo um
entendimento que os ajuda a suportar os longos dias de guerra. A
garotinha o curava com palavras retiradas de seus livros roubados, e
Max oferecia sua companhia em troca.Liesel também se aproxima da
mulher do prefeito, uma jovem marcada por seus demônios internos,
mas que acaba fazendo parte da jornada literária da pequena. As duas
não trocam muitas palavras, mas se comunicam através das paginas de
antigos livros.
Liesel acaba
encontrando um lar, família e amigos em Molching, e aos poucos ela
vai crescendo, amadurecendo e aprendendo a dar valor a tudo que tem,
os anos vão se passando enquanto a guerra se desenrola, e Liesel
passa por provações a cada dia de sua vida, nos envolvendo em sua
história.
A Menina que Roubava
Livros é uma das minhas estórias preferidas, pois me envolveu de
uma forma que me vi na cidade de Molching junto de Liesel, Rudy, Max
e todos os outros personagens que tornaram a história maravilhosa e
densa. Um dos aspectos de que mais gostei foi a forma narrada e a
pessoa que narra a história. Liesel nos envolve com sua inocência e
esperteza, fazendo com que você não consiga parar de ler. O final
foi espetacular e digno de admiração, quando você chega a última
página não sabe mais o que fazer da vida e fica com aquela
conhecida ressaca literária. O livro a princípio parece ser muito
simples, mas quem for lê-lo deve tentar ver da perspectiva da
narradora e deve abrir a mente para as páginas do livro. É, na
minha opinião um dos livros mais recomendáveis do mundo, e todos
deveriam lê-lo um dia!
PS: A adaptação do
livro está chegando aos cinemas nesse dia 31 de janeiro e tem tudo
pra ser ótima, pelo que pude ver a história está muito fiel ao
livro (amemsenhor), então vão conferir! ;D
“Os seres humanos me
assombram”
12.12.13
Resenha: Quem é Você, Alasca? - John Green

Sinopse: "Conta a história de Miles Halter, um garoto com uma vida simples, sem muitos amigos, e que é fissurado em últimas palavras, ele vai para um colégio interno que seu pai estudou quando era jovem, e após ler a última citação de um autor: "Saio em busca de um grande talvez". E o Miles tem esperança que nesse novo colégio ele faça mais amigos, e quem sabe, consiga encontrar seus ideais. Quando chega lá já faz amizade com seu colega de quarto, Chip Martin, apelidado de Coronel, e Chip o apresenta a Alasca, uma garota muito bonita,atraente, impulsiva e imprevisível. Alasca também está em busca de algo, e faz o próprio Miles se questionar sobre como resolver o mistério na frase: "Como sairei desde labirinto?"."
O livro é tão imprevisível quanto a própria Alasca, no inicio não é imposto exatamente sobre o que o livro ira se tratar , mas ao longo dos acontecimentos, é perceptível que não é se trata exatamente do foco da história, e sim como encarar os fatos que acontecem.
Também tive uma grande empatia com os personagens, como se eu fosse realmente amigo deles, o Miles se assemelha muito a mim. E os amigos de Miles são aqueles que qualquer um gostaria de ter, muito leais e verdadeiros.
Depois da metade do livro, de um acontecimento marcante, não consegui imaginar o que mais poderia acontecer, não parecia que se desenvolveria mais nada, mas o autor conseguiu me surpreender, porque o que achei que seria algo que não importaria tanto, serviu de reflexão, e lições que podemos levar para a vida.
No começo o 'Gordo' (Miles) é aquele garoto tímido, inseguro e introspectivo, mas quando chega no internato, muito daquilo muda, e consequentemente tudo melhora. Foi o primeiro livro do John Green que li, e já gostei demais, superou todas as expectativas.
"Se as pessoas fossem chuva, eu seria a garoa, e ela um furacão."
23.11.13
Resenha: As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky

O livro mostra o dia a dia do personagem principal, que é o Charlie, um menino bastante, e quando digo bastante, é ao extremo, inocente e ingênuo, e ao mesmo tempo alguém que quase todos conseguem se identificar ou se relacionar. Alias, ele não é uma pessoa muito sociável, até conhecer a Sam e o Patrick, que se tornam os melhores amigos dele, e apresentam a ele um mundo diferente do que ele conhecia, e isso o faz pensar diferente, e agir diferente, ele sempre tenta agradar a todos, e é meio desligado, ele deseja aproveitar a vida, mas também fugir dela, e isso traz uma confusão na cabeça dele que é resolvida ao longo da vida dele.
O Charlie era de fato "invisível" tanto para a própria família como para os outros, só depois que seu melhor amigo morre começa a ser notado lentamente, na escola nova não faz nenhuma amizade com os colegas no primeiro dia, só o seu professor, que o ajuda, e recomenda vários livros para ele ler e tentar melhorar a interpretação, ele é um menino um pouco estranho para algumas pessoas, mas quando mostra o pensamento que ele tem é bem fácil de entender.
Ele tinha muito carinho pela tia dele, que misteriosamente morreu, e há boatos que tem uma mensagem subliminar ou algo do tipo, do que ela realmente fazia com o Charlie, que pode ser o motivo dele ser do jeito que é.
A história é contada através de cartas em primeira pessoa, para alguém que não é especificado, mas considerei que são escritas para o leitor, porque ele está contando sobre a vida dele, e me identifiquei muito com a história e pensamentos que o livro reflete. O final é satisfatório, e depois da leitura surge um pouco de reflexão e uma vontade de ler novamente, um livro ótimo.
"Sam batucava com as mãos no volante. Patrick colocou
o braço para fora do carro e fazia ondas no ar. E eu fiquei
sentado entre os dois. Depois que a musica terminou, eu disse uma coisa:
"Eu me sinto infinito." "
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